26 de jan. de 2012

Estacionamento Rotativo - "Parking meter"


Há muitos comentários, e preocupação, por parte de nossos munícipes com relação ao sistema de estacionamento rotativo em Lajinha. A grande preocupação é quanto à aplicação da arrecadação gerada pelo sistema. preocupação com á má administração dessa arrecadação e a corrupção que pode vir por trás. Outro grande fator é a alegação de que "o brasileiro" só pensa em "arrancar dinheiro" do povo e inventa meios para isso. Até alegações de que esse tipo de cobrança só acontece no Brasil.

Então vejamos. Será que ninguém nunca ouviu falar, por exemplo, dos famosos "parking meters" (parquímetros) americanos. A palavra tem origem em "parking"=estacionamento. Pois é, a grande nação americana, povo hiper evoluído, se utiliza dos parquímetros como forma de cobrança do "estacionamento público". Em todas as ruas de Nova York por exemplo, são vistos nas calçadas esses equipamentos. O motorista estaciona ao lado, coloca nele uma moeda para pagamento de um tempo determinado. Passando a fiscalização e verificando que o tempo pago pela moeda venceu e o motorista não retirou o veículo, ele simplesmente é rebocado e o motorista multado.
-Ahh! Mas nos Estados Unidos não há a corrupção que existe no Brasil!
- Será?!
Fato é que, nós brasileiros, apesar de toda a carga tributária que pesa sobre nós, apenas aprendemos a respeitar alguma coisa, aceitar uma mudança ou cumprir uma lei, quando isso pesa no bolso. Muitas cidades brasileiras, onde funciona o sistema rotativo, já estão adotando os "parquímetros eletrônicos" seguindo o exemplo americano e, inclusive, com a cobrança minuto-a-minuto sendo proibida a cobrança apenas de hora cheia.
Poderíamos, por exemplo, implantar um sistema de estacionamento rotativo em Lajinha sem cobrança. Onde o motorista apenas deveria respeitar um período de tempo especificado para o local e, vencido esse tempo, retirar seu veículo para dar lugar a outro. Porém, isso nunca, repito, nunca seria respeitado. Pois somos (os brasileiros) acomodados e acostumados a não nos preocupar com o direito do outro. Então, sendo assim, a única forma de convencer o cidadão a retirar seu veículo de uma vaga, após um tempo determinado, será tocando em sua parte mais dolorida: O bolso.
Tudo é uma questão de educação e cultura.
E, por fim, o sistema rotativo gera custos de manutenção tais como: Confecção de talonários, remuneração de fiscais nas ruas, manutenção de placas, etc. A arrecadação gerada pela cobrança do estacionamento não é suficiente nem sequer para essa manutenção. E se o sistema for sem cobrança, como serão custeadas tais despesas?

Paulo Hübner - Pêagá

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